
PRODUÇÕES
HOTEL DA BELA VISTA - 2018

Tempos de aflição exigem medidas desesperadas... que o digam os peculiares habitantes do HOTEL DA BELA VISTA! Nos espartilhados anos 30, perdidos numa Europa Central que tenta sobreviver ao colapso económico do pós-guerra, sete personagens lutam pela sobrevivência quando tudo parece falhar.
Numa “saison empestada”, na iminência de uma catástrofe, só um milagre os poderá salvar. Qual é a pior coisa que pode acontecer quando se juntam dois barões descontrolados, três estarolas disfarçados e falidos e um representante?! E se apimentarmos o ambiente com uma jovem ingénua e apaixonada? Só experimentando se descobrirá... Acompanham-nos? Façam favor de se recostar, apertar os cintos e... boa estadia!
TEXTO ORIGINAL
Ödön Von Horváth
ADAPTAÇÃO E DRAMATURGIA
Catarina Caetano
ENCENAÇÃO
Catarina Caetano
INTERPRETAÇÃO
Ana Filipa Galeano
Bernardino Samina
Filipe Fernandes
Hélder Pais
João Macedo
Leonor Pinto
Patrícia Vicente
Rosa Souto Armas
ESPAÇO CÉNICO E FIGURINOS
Maria João Crespo
Leonor Pinto
DESENHO DE LUZ
Nuno Borda de Água
SONOPLASTIA
Catarina Caetano
CARTAZ
Sofia Pinto Sá
PRODUÇÃO
THEATRON-Associação Cultural
ANO
2018
ECOS DA RÁDIO - 2017

O espetáculo “Ecos da Rádio” propõe relembrar memórias de uma das épocas deouro da rádio, numa proposta da Theatron para uma noite descontraída e divertida,onde se revisitam os serões dos anos 60 e 70 da rádio portuguesa. Neste serão recordaram-se rúbricas como “Quando o telefone toca” ou os “Parodiantes de Lisboa" que ficaram na memória de gerações de portugueses, bem como de anúncios onde a imaginação ultrapassava todas as limitações técnicas.
ENCENAÇÃO
Theatron – Associação Cultural
ELENCO
Ana Galeano
Bernardino Samina
Bia Estroia
Fátima Matias
Filipe Fernandes
João Macedo
Leonor Pinto
Maria João Crespo
Rosa Souto Armas
SONOPLASTIA E ILUMINAÇÃO
Filipe Armas
PRODUÇÃO
Filipe Armas
Todinha Santos
ANO
2017
ALFACE PARA 10 VOZES - 2017

“Avô, desta é que morres?
Acho que sim.
E é coisa para quanto tempo?
Temos tempo, prometeu ele.”
As 11 vozes desta peça são João Carlos Alfacinha e usam as palavras exatas com as quais ele descreve as memórias da sua cidadezinha de província, as proezas sexuais do avô e ensinamentos que ficam para uma vida.
O processo para a criação deste espetáculo passou pela leitura de textos do autor montemorense e percebermos que história iríamos contar a partir dos seus contos.
Sabíamos que queríamos a energia dele.
Sabíamos que queríamos falar do escritor.
Sabíamos que não queríamos fazer uma biografia.
Sendo o material tão vasto e todo ele de uma qualidade que nos interessava muito explorar, era difícil acharmos um fio condutor para a construção dramatúrgica.
Tentámos assim fechar mais a nossas possibilidades para perceber exatamente do que estávamos à procura:
A Theatron trabalha em Montemor-o-Novo com a comunidade e para a comunidade montemorense. Tornámos o objeto mais pessoal e decidimos que um dos critérios de escolha de contos seria o local onde se passava a narrativa.
Visto que estamos a criar um espetáculo com um elenco jovem, numa terra marcada pelo envelhecimento da população—como outras tantas por este Alentejo fora— a escolha de falar da relação entre neto e avô, que existe em vários contos do Alface, tornou-se também óbvia.
Achámos aqui os ingredientes ideais para avançarmos.
Estas duas personagens entrelaçam-se entre pormenores reais, em cenas fictícias sempre ligadas por um tom sarcástico, non-sense, de humor negro, admiração, carinho e amor.
Ambas já partiram. Ambas deixaram sementes.
Esta é a nossa humilde tentativa de espalhar um pouco dessas sementes, usando uma pequena parcela do vasto espólio de Alface. E com a esperança de que ao pormos em cena Alface que está escrito em papel, estejamos também a revelar uma parte do lado mais intimo do autor.
“…e isso é o que há a fazer em louvor e honra do avô.”
“Seja feita a nossa vontade.”
ENCENAÇÃO
Paulo Quedas
ELENCO
Beatriz Casa Branca
Bernardo Xavier
Carolina Claro
Carlota Lloret
Filipe Armas
Iara Cruz
Inês Cruz
Margarida Macedo
Matilde Salgueiro
Pedro Mira
DESENHO DE LUZ
Tiago Coelho
PRODUÇÃO
Bernardo Xavier
Todinha Santos
ANO
2017
NOVO ENTREMEZ - 2016

O Novo Entremez, de Belchior Curvo Semedo, reflete um certo gosto "teatral" que surgiu na viragem do século XVIII para o chamado Mundo Novo.
Num tempo de forte censura, o Teatro que se fazia em Portugal vivia muito de traduções e adaptações de peças de dramaturgos estrangeiros.
A Academia de Belas Letras, de que Curvo Semedo foi sócio-fundador, estimulou a criação de um teatro ao gosto português, sendo o Entremez um dos géneros mais cultivados. Surgiram, nessa altura, peças com bastante graça, de ato único e escritas em verso. A intriga amorosa principal era reforçada com a introdução de outras historietas de amor e, apesar da escassez de alusões políticas, os textos revelam diversos traços da mentalidade e práticas sociais da época.
Algumas destas representações tinham lugar em salões da nobreza e da alta burguesia.
No momento em que se assinalaram os 250 anos do nascimento do poeta Curvo Semedo, a Theatron levou à cena este Novo Entremez, intitulado mérito premiado ou os Três Enjeitados.
O Grupo de Teatro da Universidade Sénior do Grupo de Amigos de Montemor associou-se ao evento, ajudando a contextualizar aquele período com alguns quadros da época, recorrendo a textos adaptados.
ENCENAÇÃO
Vítor Guita
ASSISTENTE DE ENCENAÇÃO
Bernardo Xavier
ELENCO
Álvaro Mascarenhas
Ana Laura
António Fitas
Bernardino Samina
João Macedo
Zara Sampaio
Bia Estróia
Filipe Fernandes
DESENHO DE LUZ
Tiago Coelho
MÚSICA
João Luís Nabo
PRODUÇÃO
Leonor Pinto
Maria João Crespo
ANO
2016
O CORO DOS MAUS ALUNOS - 2016

Sete alunos contam a história de um professor de filosofia que pede aos alunos para defenderem "coisas que parecem absurdas". Uma história que eles não percebem bem e se calhar nós também não a percebemos. Sete vozes dão vida ao "Coro dos Maus Alunos" escrito por Tiago Rodrigues que tem como inspiração o julgamento de Sócrates na Grécia Antiga. Sete jovens da facção mais juvenil da Theatron- Associação Cultural tentam perceber este professor, descodificá-lo. Tentam perceber-se, nem sempre concordam uns com os outros "mas é impossível concordar porque esta é a história do professor, vocês também não vão concordar".
ENCENAÇÃO
Paulo Quedas
TEXTO
Tiago Rodrigues
ELENCO
Afonso Mascarenhas
Ana Laura Silva
António Mascarenhas
Bernardo Xavier
Carolina Claro
Filipe Armas
DESENHO DE LUZ
Tiago Coelho
CENOGRAFIA
Graça Pires e Mimi Santos
PRODUÇÃO
Todinha Santos
ANO
2016
A MENINA DO MAR - 2015

Este conto revela-nos uma história de amizade entre um rapaz e a Menina do Mar. Cada um vive no seu mundo, o rapaz na terra e a menina no mar, mas a curiosidade de ambos leva-os a querer partilhar essas diferenças: a menina fica a saber o que é o amor, a saudade e a alegria; o rapaz aceita viver com ela no fundo do mar.
Era uma vez uma casa branca nas dunas, voltada para o mar. Tinha uma porta, sete janelas e uma varanda de madeira pintada de verde. Em roda da casa haviam sete janelas e uma varanda de madeira pintada de verde. Em roda da casa havia um jardim de areia onde cresciam lírios brancos e uma planta que dava flores brancas, amarelas e roxas.
Eu sou uma menina do mar. Chamo-me Menina do Mar e não tenho outro nome. Não sei onde nasci. Um dia uma gaivota trouxe-me no bico para esta praia. Pôs-me numa rocha na maré vazia e o polvo, o caranguejo e o peixe tomaram conta de mim. Vivemos os quatro numa gruta muito bonita.
- Oh! Oh! Oh! - ria o polvo.
- Que! Que! Que! - ria o caranguejo.
- Glu! Glu! Glu! - ria o peixe.
- Ah! Ah! Ah! - ria a menina.
- Agora nunca mais nos separamos - disse o rapaz.
- Agora vais ser forte como um polvo.
- Agora vais ser sábio como um caranguejo - disse o caranguejo.
- Agora vais ser feliz como um peixe - disse o peixe.
- Agora a tua terra é o Mar - disse a Menina do Mar.
E foram os cinco através de florestas, areais e grutas.
ENCENAÇÃO
Catarina Caetano
TEXTO
Sophia de Mello Breyner
ELENCO
Ana Filipa Galeano
Patrícia Ferreira
Alexandra Jesus
DESENHO DE LUZ
Nuno Borda de Água
PRODUÇÃO
Todinha Santos
ANO
2015
4 MULHERES PARA UMA IFIGÉNIA - 2015

Uma jovem estudante de teatro à procura de referências sobre uma mítica atriz é o fim condutor desta peça em que três atrizes são levadas a recordar o seu percurso nas respetivas carreiras. Tendo sempre como referência a ia mestra, Ofélia de Campos, as tês confrontam-se através da memória de um passado e de um acontecimento que foi determinante para as suas vidas.
Amor, ódio, inveja, cinismo, hipocrisia são sentimentos que perpassam estas personagens, numa abordagem crua do mundo do teatro. Qual das três chegou mais longe? Qual das três terá realmente vencido? Qual das três triunfou realmente na vida? Entre as interrogações que se deixam ao espetador ficam as referências às fragilidades do ser humano.
ENCENAÇÃO
Hugo Sovelas
CO-ENCENAÇÃO
Bernardo Xavier
TEXTO
Josep Maria Benet
ELENCO
Maria João Crespo
Rosa Souto Armas
Leonor Pinto
Sónia Setúbal
DESENHO DE LUZ
António Orvalho da Costa
CENOGRAFIA
Graça Pires e Mimi Santos
PRODUÇÃO
Helena Aguiar
ANO
2015
O CORAÇÃO DE UM PUGILISTA - 2014

O Coração de um Pugilista, um texto que mostra o melhor de dois seres, o encontro e o confronto de duas gerações, o desafio da descoberta, uma história de amor e coragem, o tempo que passa e não espera....
Onde nos levam as nossas escolhas? Qual o momento decisivo? Há sempre alguém que nos mostra um outro lado da coisa, mesmo quando tudo corre mal.
ENCENAÇÃO
Catarina Caetano
ASSISTÊNCIA DE ENCENAÇÃO
Sónia Setúbal
TEXTO
Lutz Hubner
ELENCO
Bernardino Samina
Paulo Quedas
DESENHO DE LUZ
Nuno Borda de Água
SONOPLASTIA
Catarina Caetano e Nuno Borda de Água
CENOGRAFIA
Ana Galeano, Graça Pires e Mimi Santos
PRODUÇÃO
Todinha Santos
ANO
2014
A CASA DE ILUSÕES - 2013

Baseado na obra Le Balcon, de Jean Genet, a peça A Casa de Ilusões é um exercício de imaginação. Segundo ele, "A peça não é uma sátira a isto ou àquilo. Ela é a glorificação da Imagem e do Reflexo."
A Casa de Ilusões acompanha um período de revolução em que as pessoas vivem com medo, sob a ameaça constante de bombas, nunca sabendo quando serão atingidas. Estas apenas querem manter-se abrigadas.
É neste contexto de conturbação social que as personagens se refugiam na casa de ilusões, dirigida por Irma e pela sua ajudante Carmem. Aí, os clientes podem soltar as amarras e os tabus sociais, realizando os seus caprichos mais obscuros. Fechados neste submundo, os homens vêm projetar, num estonteante ridículo, os seus desejos e as suas incapacidades em disfarces que refletem os vários Pilares da Sociedade: a Igreja, a Justiça, o Exército, a Polícia… mas também espelha a relação patrão/escravo e rico/pobre e as relações amorosas. Assim, cada qual é o que sempre sonhou ser.
As cenas vão-se sucedendo até à cena da própria Morte, associada ao momento da derrota de uma Revolução que não se sabe se realmente se está a passar lá fora, se faz parte da ilusão.
E será que a ilusão não é afinal realidade?
Prepare-se então para deixar os preconceitos à porta do teatro. Hoje, como sempre. Especialmente com Genet. Pois este é um convite a uma viagem ao interior de uma certa corrupção humana, que ficamos sem saber se será ou não a nossa essência original.
Na casa das ilusões, tudo é possível e vemos que a fantasia vivida ali não é menos real que os problemas que nos assolam.
ENCENAÇÃO
Hugo Sovelas
TEXTO
Jean Genet
ELENCO
Álvaro Mascarenhas
Beatriz Silva
Bernardino Samina
Bernardo Xavier
Bia Estroía
Claudio Martins
Helder Pais
Joana Silveira
João Macedo
João Macedo
Maria João Crespo
Sofia Sampaio
Zara Sampaio
ADAPTAÇÃO
Susete José e Helena Aguiar
DESENHO DE LUZ
António Orvalho da Costa
SONOPLASTIA
António Orvalho da Costa
FIGURINOS
Graça Pires,Mimi Santos e Maria João Crespo
PRODUÇÃO
Todinha Santos
ANO
2013
OS SALTIMBANCOS - 2013

Numa noite em que o sono não parece ter forma de chegar, 5 crianças, entre o conforto do quarto e a sua larga imaginação, contam a história de “Os Músicos de Breman”. Um conto escrito pelos irmãos Grimm e adapatado por Chico Buarque para um musical (Os Saltimbancos) que narra viagem de um burro que sonha tornar-se músico na grande cidade. Durante o caminho irá encontrar outros animais diferentes dele. Nesta aventura vão perceber que amizade e a união são a melhor forma de vencer todas as dificuldades que possam encontrar.
ENCENAÇÃO
Paulo Quedas
ELENCO
Afonso Mascarenhas
Ana Marquito
António Mascarenhas
António Silva
Bruno Machado
Filipe Souto Armas
Inês Pinto Correia
Ana Laura Machado
Rita Mata
DESENHO DE LUZ
Tiago Coelho
CENOGRAFIA/FIGURINOS
Graça Pires e Mimi Santos
PRODUÇÃO
Todinha Santos e Carla Pomares
ANO
2013
A CANTORA CARECA - 2012

A cantora careca foi a peça que iniciou o escritor/professor Eugène Ionesco na escrita teatral. diz-se que esta peça é construída a partir de frases standard da cartilha que ionesco seleccionou enquanto tentava aprender inglês. ao ler e reler esta cartilha frases como: “o senhor está a atar os cordões dos sapatos” começam a perder o sentido”. foi nesse momento que ele as registou num dos seus cadernos, até que, todas juntas, ganhassem um significado, para mais tarde, quando as recuperasse constatar que o seu encadeamento representava a própria comunicação entre as pessoas.
E também se diz que o absurdo, enquanto género, depois de Albert Camus ter aberto as portas, ganhou o terreno necessário à sagração de textos como: à espera de godot de Samuel Beckett, os rinocerontes do próprio ionesco. e o absurdo é que todos estes nomes, nomeadamente no teatro, se recusavam a falar no género que acabavam de rotular porque, se para todos o que eles escreviam era completamente absurdo, no sentido mais lato do termo, para estes os seus textos eram simplesmente representações fidedignas do mundo social que os rodeava.
Pode discutir-se a actualidade de um texto de 1950 como se pode discutir a actualidade de qualquer texto fora do leque “contemporâneo” pois parece que entrámos numa “era” em que todos os passados se tornam actuais. será que não evoluímos nada ou então evoluímos de tal maneira que já não sabemos para onde ir a seguir e, por isso, precisamos de nos (re)encontrar com o que fomos? porque há 60 anos atrás e hoje ainda mais, continuamos todos e cada um de nós a carregar as nossas penas vida acima, sísifos condenados a repetir acções completamente desnecessárias, conscientemente…
ENCENAÇÃO
Ana Carina Paulino
DIREÇÃO DE ATORES
Catarina Caetano
TEXTO
Eugéne Ionesco
ELENCO
Beatriz Silva
Bernardo Xavier
Carla Pomares
Helder Pais
Joana Silveira
Sónia Setúbal
DESENHO DE LUZ
Nuno Motta
SOM
Paulo e Samuel Quedas
APOIO À CENOGRAFIA
Graça Pires, Mimi Santos
PRODUÇÃO
Todinha Santos
ANO
2012
AS ZARAGATAS EM CHIOZZA - 2011

Chiozza, é uma pequena localidade piscatória próxima de Veneza e é nela que se desenvolve esta comédia de Carlo Goldoni, um dos maiores dramaturgos italianos do séc. XVIII. Um jovem barqueiro sedutor é o ponto de partida para o desenvolvimento desta história, que envolve pescadores, esposas e jovens casadoiras. Os ditos e os não ditos, a intriga e os ciúmes entre as personagens fazem estalar uma enorme zaragata, que agita a calma Chiozza, como uma tempestade empurrada para terra pelo vento que sopra do mar…. Um retrato das regras e da moral ao jeito de Goldoni, pintado com uma comicidade simples e desconcertante, capaz de fixar o espectador do primeiro ao ultimo momento.
ENCENAÇÃO
Hugo Sovelas
ASSISTÊNCIA DE ENCENAÇÃO
Helena Rocha
Rosa Souto Armas
ELENCO
Ana Paixão
António Danado
Beatriz Silva
Bia Estróia
Bernardino Samina
Elisa Malhão
Fátima Matias
Filipe Armas
Helder Pais
Joana Matos
Joana Silveira
João Macedo
João Veiga
Maria João Crespo
Matilde Salgueiro
Paulo Quedas
Ricardo Matias
Vítor Guita
Zara Sampaio
DESENHO DE LUZ
Carlos Olivença
CENOGRAFIA/FIGURINOS
Graça Pires , Mimi Santos e Vitalina Putrica
PRODUÇÃO
Sofia Sampaio, Susana Picanço eTodinha Santos
ANO
2011
iN(E)VASÕES - 2009

Entre 1807 e 1811 Portugal esteve sob ocupação dos exércitos de Napoleão Bonaparte.
Montemor-o-Novo, como muitas outras cidades, vilas e aldeias, não escaparam à fúria das invasões francesas.
Em julho de 2008, decorreram duzentos anos sobre a passagem das trocas napoleónicas por Montemor.
Para evocar esse difícil momento histórico, esse julho quente de 1808, e com base na escassa bibliografia até hoje publicada, Carlos Cebola escrebeu o texto e a Theatron quis dar voz e corpo às palavras, mostrando-as em cima do palco.
Mais do que a evocação de um episódio histórico ou uma ficcção, In(e)vasões é um ponto de partida para uma reflexão sobre o teatro.
ENCENAÇÃO
Vitor Guita
Maria João Crespo
TEXTO
Carlos Cebola
ELENCO
Ana Paixão
Bia Estróia
Bernardino Samina
Fatinha Pasadas
Filipe Fernandes
Francisco Águas
Helder Pais
Maria João Crespo
Rosa Souto Armas
Rúben Costa
Zara Sampaio
DESENHO DE LUZ
Carlos Olivença
SOM E VIDEO
João Bastos
CENOGRAFIA
Adelino Frade
PRODUÇÃO
Todinha Santos
ANO
2009
FARSA EM SÃO BONIFÁCIO - 2008

S. Bonifácio é um local tranquilo, igual a tantos outros, provavelmente até igual… ao seu! Todos se conhecem e vivem em plena harmonia sob o olhar protector do santo padroeiro, amigo de todas as horas, confidente de todos os segredos. Mas um belo dia, a tranquilidade do lugar é abalada por uma inesperada descoberta, por um desaparecimento e por um temível regresso de alguém que há muito tempo atrás havia deixado algo em S. Bonifácio.
Estes acontecimentos originam uma tremenda trapalhada donde ninguém sabe como sair. Vale a ajuda de um amigo “especial” do santo padroeiro para que tudo volte a ser como dantes ou pelo menos…quase tudo!
ENCENAÇÃO
Graça Pires
Maria João Crespo
Sofia Sampaio
ELENCO
António Danado
Bernardino Samina
Helder Pais
João Macedo
Manuel Matos
Bia Estróia
Rosa Souto Armas
Sofia Sampaio
Zara Sampaio
DESENHO DE LUZ
Joaquim Gervásio
PRODUÇÃO
Alexandra Cacilhas
Todinha Santos
ANO
2008
MULHERES DE A a Z - 2006

“Mulheres de A a Z” é um alfabeto de sentimentos, emoções e desilusões que fazem parte do quotidiano de qualquer ser humano. São retratos de mulheres que vivem cada momento como se fosse o primeiro das suas vidas, sempre com Amor. É o contraste entre os dois sexos, é a luta pela igualdade e principalmente é a procura do lugar da mulher na Sociedade.
“Mulheres de A a Z” é a promessa de uma noite bem passada, ouvindo uma boa música, sempre com um sorriso nos lábios e relembrando histórias de mulheres e, talvez, também a sua...
ENCENAÇÃO
Carla Rodrigues
TEXTO
Carla Rodrigues
ELENCO
Bernardino Samina
Bia Estróia
Carla Rodrigues
Cristina Freitas
Elisa Malhão
Fátima Pasadas
Fatinha Matias
Helena Rocha
João Macedo
Rosa Souto Armas
Sónia Setúbal
Zara Sampaio
DESENHO DE LUZ
Joaquim Gervásio
MÚSICA
João Macedo
PRODUÇÃO
Todinha Santos
ANO
2006
BODA - 2006

Adaptação da peça “A Boda dos pequenos Burgueses”.
Um casamento marcado pelo conflito. De um lado os amigos, do outro familiares. A troca de ironias e acusações ganham formas e expressões. Peça em que Brecht retrata a decadência do pensamento burguês.
ENCENAÇÃO
Hugo Sovelas
TEXTO
Bertold Brecht
ELENCO
Graça Pires
António Coelho
Bia Estróia
João Macedo
Carla Rodrigues
António Danado
Zara Sampaio
Bernardino Samina
Helder Pais
DESENHO DE LUZ
Joaquim Gervásio
PRODUÇÃO
Todinha Santos
ANO
2006
HOMEM SÓ - 2005

Homem Só a partir de ‘RTX 78/24’,
de António Gedeão
“Homem Só” pode ser considerada como uma viagem ao íntimo de Rómulo de Carvalho transfigurado para Gedeão.
Na peça original “RTX 78/24”, escrita em 1963 são facilmente identificáveis os seus poemas transformados em escrita teatral.
A adaptação feita pela “Theatron” põe a nú todos os conflitos internos do protagonista António (considerado como sendo Gedeão) deixando para segundo plano o contexto histórico.
Num ambiente de brancura foi explorado um espaço intemporal onde tudo é cíclico, sonho e (in)consciente. As personagens ganham cor levando António a confrontar-se com a sua visão da sociedade, uma visão, ora ambígua, ora controversa, ora polémica. Revelações íntimas, demasiado dolorosas e confusas para a sensibilidade de António que defende as relações humanas como princípio e causa de tudo o que nos rodeia. Numa sociedade de materialismo individualista onde parece já não haver lugar para os idealistas,
“Homem Só” relembra-nos as palavras do poeta Gedeão e remete-nos para uma reflexão sobre o mundo em que vivemos.
ENCENAÇÃO
Hugo Sovelas
ASSISTÊNCIA DE ENCENAÇÃO
Teresa Macedo
TEXTO
António Gedeão
ELENCO
João Rosado
Rosa Souto Armas
Graça Pires
Hermínia Santos
António Coelho
Graça Cabral
Susana Cigarro
Joaquim Gervásio
Zara Sampaio
Sofia Sampaio
Maria João Crespo
Carla Rodrigues
Bernardino Samina
João Macedo
Bia Estróia
Fátima Pasadas
DESENHO DE LUZ
Cristina Santos
PRODUÇÃO
Todinha Santos
ANO
2005
EXCERTOS DA CASA DE BERNARDA ALBA - 2004

Podemos escapar do que nos constrange? O poder é mais forte que o desejo?
Como palco de todas as formas de opressão, A Casa exibe as filhas de Bernarda Alba submetidas ao regime ditatorial que é continuamente reproduzido nas relações interpessoais.
O realismo do quotidiano desse drama de mulheres em vilarejos da Espanha conjuga-se com o surrealismo vindo dos absurdos que se revelam na constância da mão forte de Bernarda. A pressão pela continuidade de um mundo servil vê-se todo o tempo em crise diante das novas experiências e da inalienável presença do corpo.
A tragédia, pois, impera diante da imanência da certeza da ruína.
Para que a casa exista e perdure são preciosos os escombros, o trabalho da memória nos incidentes que se tornam irreversíveis. Sob um céu de chumbo e dentro de um verão interminável, as filhas de Bernarda iniciam-se na ciência da vera e fera existência.
ENCENAÇÃO
Anabela Ferreira
TEXTO
Federico Garcia Lorca
ELENCO
Belinha Coentreiras
Rosa Souto Armas
Zara Sampaio
Bia Estróia
Cristina Freitas
Fátima Pasadas
Sónia Setúbal
Susana Cigarro
DESENHO DE LUZ
Joaquim Gervásio
PRODUÇÃO
Theatron
ANO
2004
UMA COMÉDIA EM FAMÍLIA - 2003

Palavras para quê?... A Família que lhe apresentamos é uma família portuguesa, com certeza, que eventualmente usa a mesma pasta medicinal, que a maioria das famílias que conhecemos.
O protagonista da nossa história, conheceu a sua cara metade, num domingo à tarde, numa pastelaria da "baixa" Lisboeta. Acabara de cumprir com a sua matiné dançante nos "Amigos do Apolo", quando, com metade do "duchaise" a escorregar pela garganta, a luz dos seus olhos encontrou a luz dos olhos dela. E,... a partir dali,... foi um ver se te avias. Á pressa, juntaram os trapinhos.
O seu bem sucedido negócio de compra e venda de automóveis em segunda mão, rapidamente progrediu para uma "Import/Export Lda". Os rendimentos sustentam a família que rapidamente cresceu, o ordenado da criada, as garrafas de "Whisque" para os amigos, o cão com pedigree. E claro, as viagens de representação, os congressos no exterior, as deslocações em serviço... tudo trabalho, está claro. Amigos... poucos, mas bons, de absoluta confiança. Como convém a qualquer família.
E como em todas as famílias, também existe uma tia rica, que mora longe, de quem, um dia, eventualmente, será bem vinda uma herançazita. Resumindo, é este o retrato da família que lhe iremos apresentar, com quem fazemos votos de que passe um serão agradável. Prevenimos que, se eventualmente encontrar alguma semelhança com cenas vividas no seio da sua própria família, isso será apenas uma mera coincidência. Sugerimos, no entanto, que mantenham sempre a perspectiva de que uma das coisas importantes da vida é saber rir de nós próprio.
ENCENAÇÃO
João Macedo
TEXTO
Correia Varela
ELENCO
João Macedo
Zara Sampaio
Graça Cabral
Maria João Crespo
Rosa Souto Armas
Bernardino Samina
Bia Estróia
Patrícia Marques
Sofia Sampaio
António Danado
Cristina Freita
Sónia Setúbal
DESENHO DE LUZ
Joaquim Gervásio
Carlos Olivença
PRODUÇÃO
Theatron
ANO
2003
ESPERO-TE LÁ EM BAIXO - 2001

Desde há muito tempo que o relacionamento entre pais e professores, qual gatos e ratos, não é o melhor...
Muitas vezes desperdiçam-se energias criadoras e educadoras a confrontar pontos de vista, esquecendo o objetivo comum que une ambos os intervenientes: a educação de crianças e jovens.
No momento em que uns e outros unirem esforços...quem sairá beneficiado serão os filhos/alunos e o seu desenvolvimento.
A ideia do Atelier de Teatro surgiu em Assembleia de Escola da E.B. 2,3 de S. João de Deus e foi concretizada no ano letivo de 2000/2001, sob proposta da Associação de Pais e Encarregados de Educação "Escola em Movimento". O projeto une pais e professores num mesmo trabalho criativo e divertido.
Esta última entidade convidou a Associação Theatron e o ator Hugo Sovelas para orientar o atelier, aproveitando também a adaptação a teatro que ele próprio fizera, em 1997, da obra "A História da Gaivota e do Gato que a ensinou a voar" de Luís Sepúlveda, resultando o espetáculo "Espero-te Lá em Baixo".
ENCENAÇÃO
Hugo Sovelas
ASSISTENTE DE ENCENAÇÃO
Luís Pontes
TEXTO
Luís Sepúlveda
ELENCO
Belinha Coentreiras
Bernardino Samina
Bia Estróia
Cristina Freitas
Isabel Rato
João Macedo
Luís Pontes
Maria João Crespo
Rosa Souto Armas
Zara Sampaio
Alunos das turmas 5º A e 6ºD
LUZ E SOM
Alexandre Carrasco
Joana Crespo
Vanessa Pais
Walter Ferreira
VIDEO
João Fradinho
CENOGRAFIA E FIGURINOS
Anabela Ferreira
Graça Pires
João Rodrigues
Maria José Pontes
PRODUÇÃO
Theatron
Escola em Movimento
ANO
2001
INCIDENTES - 2000

Vidas que se cruzam casualmente, vidas que se separam "incidentalmente". O Tempo que nos domina e nos faz correr cegamente atrás do Nada. O Medo de parar e a Vergonha do Ridículo. INCIDENTES que surgem como um Fim. E novamente, a dificuldade de olhar nos olhos e dizer: Amo-te.
ENCENAÇÃO
Rui Quintas
ASSISTENTE DE ENCENAÇÃO
Maria João Miguel
ELENCO
Daniela Costa
Hugo Sovelas
Maria João Miguel
Rui Quintas
EQUIPA TÉCNICA
Carlos Olivença
João Bastos
Luís Bombico
FIGURINOS
Maria José Pontes
PRODUÇÃO
Theatron
ANO
2000
FRAGMENTOS - 2000

Helena e Filipe, seu filho, vivem juntos num modesto apartamento. Ambos apresentam uma agressividade corrente e quotidiana, tal como muitas famílias em dificuldade. Os problemas crescem no seio desta duas personagens banais.
Este projecto teatral surge no âmbito de um confronto experimental entre o texto e prática cénica. Desde cedo assumimos o desafio de uma adaptação livre do texto de Vinaver, porque o nosso objectivo não são as palavras, mas sim as impaciências, as irritações, as resignações, as respirações, os silêncios e as fugas das personagens co-habitantes no universo social contemporâneo, que está num ponto em que a comunicação escasseia.
ENCENAÇÃO
Carlos Marques
TEXTO
Michel Vinaver
ELENCO
Helena Rocha
Pedro Patinha
DESENHO DE LUZ
Carlos Olivença
PRODUÇÃO
Theatron
ANO
2000
TAMAR - 1999

Tamar, nome de uma mulher que, provavelmente terá sido a primeira a afrontar uma tradição secular, injusta, e a lutar pelos direitos de todas as mulheres, figura central de um dos capítulos de “Génesis”, é a protagonista de uma história em que, no dizer de alguns, "para defender a sua dignidade enfrentou as leis; para concretizar o sonho de ser mãe, desafiou a morte”.
ENCENAÇÃO
Vitor Guita
TEXTO
Carlos Tomás Cebola
ELENCO
Helena Rocha
Elsa Chaveiro
Sofia Sampaio
Vera Guita
Joana Sofia
Catia Samina
Hugo Sovelas
Bernardino Samina
João Macedo
António Coelho
Nuno Coelho
Alberto Salgueiro
Adriano Sousa
LUZ E SOM
Carlos Olivença
Paulo Alface
PRODUÇÃO
Theatron
ANO
1999
AS VEDETAS - 1998

Em “As Vedetas”, Lucien Lambert retrata as dificuldades de duas artistas do Teatro (ou do Cinema, ou da Televisão, ou da Publicidade) em arranjar trabalho, os seus sonhos de vedetismos, a dificuldade de destrinçarem o desejo da realidade, até ao instinto de competição num “sistema”em que o estar à beira do telefone no momento certo, ter a cor do cabelo aconselhável, ou saber ceder às “insinuações” do encenador ou do realizador, são fundamentais para a mais elementar subsistência, da vida como do mito.
“There’s no Business Like Show Business”, é o mote desta peça em que o lado de lá da magia e do encanto do espectáculo é nos mostrado no seu estado mais cru.
Duas mulheres representam duas actrizes. Elas têm quase a mesma idade, são as melhores amigas mundo. Uma é loura, outra é morena. Fizeram um pouco de Teatro, um pouco de Televisão, um pouco de Cinema, um pouco de tudo… mas não muito de nada. Em comum a profissão, o amante e necessidade de uma papel que as transforme em vedetas. E, à espera… elas aceitam fazer quase tudo.
Ambas são autênticas, falsas, patéticas, cúmplices e rivais. São mulheres e actrizes, e será que “ser mulher e actriz, será ser mulher duas vezes?”
Simone e Sylvie fazem aquilo que o mercado oferece, como e quando oferece ou “quando vão para a cama com a pessoa certa”. Com atitudes distintas e formas de pensar contrárias: Simone acha que “representar não é coisa que se aprenda”, é apenas uma questão de talento; Sylvie aposta nas aulas de dicção e de projecção e na declamação de Racine e Voltaire, e em “sorrisos carnívoros” dirigidos ao realizador, ao produtor ou mesmo ao argumentista; Simone está farta dos que não procuram uma boa actriz optando por uma boa atrás.
Assim, “As Vedetas” é uma obra acerca de duas mulheres e atrizes que, estão permanentemente, em conflito social e artístico, ora destrutivo, uma com a outra. Conflito, este, que no final se transforma em solidariedade.
TEXTO ORIGINAL
Lucien Lambert
ENCENAÇÃO
Hugo Sovelas
ASSISTÊNCIA DE ENCENAÇÃO
Vera Guita
INTERPRETAÇÃO
Carla Rodrigues
Carla Bucha
DIREÇÃO DE CENOGRAFIA
Sofia Sampaio Rosado
CENOGRAFIA
Joana Sofio e Carlos Olivença
DESENHOS
Joana Sofio
DESIGN GRÁFICO
Sofia Sampaio Rosado e Hugo Sovelas
CARACTERIZAÇÃO
Sandra Sovelas
LUMINOTÉCNIA
Carlos Olivença
SONOPLASTIA
Paulo Alface
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO
Alexandra Cacilhas
PRODUÇÃO
Theatron - Associação Cultural
ANO
1998
GESTUS- 1998

No natural processo de crescimento todos nós aprendemos a falar e a exprimirmo-nos através de uma reunião de sons correspondentes a uma ou mais ideias, aquilo a que chamamos palavras. Sem nos apercebermos, quando temos dificuldade em utilizar a expressão oral é o corpo que “fala por nós”.
Foi com base nisto, que propus a este grupo a montagem de um espectáculo não só exclusivamente de expressão corporal, também de expressão oral – embora mais reduzida.
Este espectáculo não é mais que uma exploração de movimentos do corpo que possam substituir as palavras do quotidiano – o encontro com uma expressão corporal que por vezes pensamos não possuir.
Como seria viver num mundo em que só se pudesse comunicar através de movimentos corporais, em que as linguagens gestual e oral fossem totalmente desconhecidas?
Seleccionamos músicas e ideias. Construímos vários quadros, em que tentámos expor/desenvolver alguma ideia com o auxílio da música.